FIAT 132


 

O Fiat 132 é um automóvel do segmento D (berlina familiar) produzido pela marca italiana Fiat entre 1972 e 1982 (com algumas extensões regionais posteriores). [

Caracterização Geral

Carroceria: Sedã (berlina) de 4 portas

Tração: Traseira (motor dianteiro longitudinal)

Período de produção: 1972 a 1982 (substituiu o Fiat 125)

Dimensões e Peso

Comprimento: ~4.38 m a 4.40 m

Largura: ~1.64 m

Altura: ~1.38 m a 1.42 m

Distância entre eixos: 2.55 m

Peso: Entre 1.070 kg e 1.170 kg

Motorizações

O modelo contou com várias opções de motores a gasolina (DOHC - duplo comando de válvulas no cabeçote) e, mais tarde, motores a diesel:

Gasolina:

1.6 L (de ~88 cv a 98 cv)

1.8 L (de ~105 cv a 111 cv, com carburador de corpo duplo)

2.0 L (de ~112 cv a 115 cv)

2.0 L i.e. com injeção eletrônica Bosch L-Jetronic (chegando a 122 cv a partir de 1979)

Diesel (introduzidos em parceria/associação):

2.0 L Diesel: ~60 cv

2.5 L Diesel: ~72 cv [

Transmissão e Desempenho

Caixas de velocidade: Manual de 4 ou 5 velocidades, ou automática de 3 velocidades.

Velocidade máxima: Variava entre cerca de 150 km/h (versões diesel) e até 178 km/h ou mais nas versões topo de gama a gasolina (como o 2000).

Equipamento e Conforto

Destacava-se na época pelo bom espaço interno, acabamentos em veludo (em versões especiais como a Bellini), painel de instrumentos completo com manômetros de óleo e conta-rotações, e opcionais ou de série como vidros elétricos frontais, teto de abrir em metal e direção assistida nas versões mais equipadas

 


 A evolução do Fiat 132 é habitualmente dividida pela crítica e colecionadores em três séries principais de atualizações (facelifts) ao longo da sua vida comercial (entre 1972 e 1981). No entanto, em 1981, o modelo sofreu uma transformação tão profunda que deu origem àquela que é oficialmente considerada a sua segunda geração espiritual: o Fiat Argenta

O ciclo evolutivo dividiu-se em fases bem marcadas de engenharia e estilo:

1. A Primeira Série Original (1972 – 1974)

Lançado para substituir o icónico Fiat 125, o 132 original apresentava linhas geométricas limpas desenhadas pelo designer Marcello Gandini. Embora o design fosse elegante, as primeiras unidades sofreram duras críticas da imprensa especializada europeia devido ao comportamento dinâmico instável em curva e a uma direção excessivamente desmultiplicada (pesada e pouco direta).

2. A Resposta Técnica: Segunda Série (1974 – 1977)

Para corrigir as falhas iniciais, a Fiat aplicou uma profunda revisão mecânica e estética em janeiro de 1974:

Geometria de suspensão: A suspensão dianteira foi completamente redesenhada e acompanhada por novos amortecedores para melhorar radicalmente a estabilidade rodoviária.

Aparência lateral: As janelas laterais foram ampliadas, rebaixando visualmente a linha de cintura do carro. O pilar C (traseiro) foi redesenhado com uma curva que imitava o estilo da BMW na época

Pneus e Direção: Adotaram-se jantes e pneus mais largos para aumentar a aderência

3. O Estatuto de "Flagship": Terceira Série (1977 – 1981)

Com o fim do topo de gama Fiat 130, o Fiat 132 foi promovido a carro-chefe (flagship) da marca italiana. Esta fase marcou o pico do requinte do modelo antes da transição de nome

Estética moderna: Os para-choques cromados clássicos foram substituídos por modernos para-choques de plástico deformável ("safety bumpers") pretos.

Direção Assistida de Série: O rácio da caixa de direção foi alterado e o carro passou a contar com servo-assistência, tornando a condução muito mais leve.

O Motor 2000: Foi nesta fase que nasceu o motor de 2.0 litros (primeiro a carburador e depois com a avançada injeção eletrónica Bosch), elevando o patamar de desempenho.

4. A Nova Geração: Fiat Argenta (1981 – 1985)

Em finais de 1981, a Fiat decidiu renovar por completo o modelo. Embora mantivesse a mesma estrutura central (portas, habitáculo e tejadilho), a renovação foi tão agressiva que o carro abandonou a designação numérica "132" e foi rebatizado como Fiat Argenta. Esta fase focou-se em faróis quadrados grandes, maior aerodinâmica, espelhos retrovisores modernos, painel digital e mecânicas sobrealimentadas (como o raro modelo Volumex com compressor).

Atributo          1.ª Série (1972-1974)         2.ª / 3.ª Série (1974-1981) Nova Geração: Argenta (1981-1985)

Foco de Engenharia          Lançamento e estética clássica   Correção de suspensão e luxo            Aerodinâmica, injeção e eletrónica

Para-choques          Cromados finos tradicionais         Plásticos pretos integrados (1977)          Envolventes e modernos, em polímero

Direção          Mecânica e pesada            Servo-assistida (a partir de 1977)            Assistida de série com calibração precisa

Motores de Topo      1.8 Carburador (105 cv)     2.0 i.e. Injeção (122 cv)      2.0 i.e. e Versões Volumex (Compressor)

Óticas / Faróis          Quatro faróis redondos      Quatro faróis redondos      Grandes óticas retangulares / quadradas

 

 







 Para analisar detalhadamente a engenharia mecânica deste clássico, o foco recai sobre o icônico motor Fiat Twin Cam (Bialbero) projetado pelo engenheiro de competição Aurelio Lampredi. As especificações detalhadas das duas motorizações mais famosas e procuradas do modelo destacam-se pelos dados oficiais de engenharia.

1. Fiat 132 1800 (1.8 L) – O Equilíbrio Desportivo

Introduzido na primeira série, este bloco oferecia uma excelente relação peso-potência, tornando a berlina bastante ágil para a época.

Arquitetura do Motor: 4 cilindros em linha, montado de forma longitudinal.

Distribuição: Duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC), 8 válvulas.

Cilindrada Exata: 1.756 cm³.

Alimentação: Carburador de corpo duplo Weber (ou Solex correspondente).

Potência Máxima: 105 cv (77 kW) às 6.000 rpm.

Binário / Torque Máximo: 141 Nm (14,4 mkg) às 4.200 rpm.

Transmissão: Caixa manual de 5 velocidades com tração traseira.

Velocidade Máxima: Cerca de 170 km/h.

Travagem: Travões de disco nas 4 rodas (diâmetro de 227 mm), um grande trunfo tecnológico na década de 1970.

 

2. Fiat 132 2000 i.e. (2.0 L) – O Topo de Gama (A partir de 1979)

A evolução máxima do modelo substituiu os carburadores pela injeção eletrónica de combustível, transformando o 132 numa verdadeira berlina executiva de alta velocidade.

Arquitetura do Motor: 4 cilindros em linha, DOHC.

Cilindrada Exata: 1.995 cm³.

Alimentação: Injeção eletrónica multiponto Bosch L-Jetronic (substituindo os antigos carburadores).

Potência Máxima: 122 cv (90 kW) às 5.300 rpm.

Binário / Torque Máximo: 171 Nm (17,4 mkg) às 4.000 rpm.

Aceleração (0 a 100 km/h): Aproximadamente 10,5 segundos.

Velocidade Máxima: 178 km/h.

Diferenciais Técnicos: Esta versão já vinha equipada de série com direção assistida eletrónica/hidráulica, jantes de liga leve exclusivas e acabamentos interiores de alta qualidade.

O comportamento dinâmico e o rendimento mecânico de ambas as opções podem ser detalhados no comparativo técnico que sintetiza estes dois extremos da gama a gasolina.

Atributo Técnico      Fiat 132 1800 (Carburador)          Fiat 132 2000 i.e. (Injeção)

Cilindrada     1.756 cm³      1.995 cm³

Alimentação Carburador de corpo duplo           Injeção Bosch L-Jetronic

Potência        105 cv @ 6.000 rpm            122 cv @ 5.300 rpm

Binário Máximo       141 Nm @ 4.200 rpm         171 Nm @ 4.000 rpm

Velocidade Máxima            ~170 km/h     178 km/h

Sistema de Travagem        Discos à frente e atrás       Discos à frente e atrás (servofreio)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para analisar detalhadamente a engenharia mecânica deste clássico, o foco recai sobre o icônico motor Fiat Twin Cam (Bialbero) projetado pelo engenheiro de competição Aurelio Lampredi. As especificações detalhadas das duas motorizações mais famosas e procuradas do modelo destacam-se pelos dados oficiais de engenharia.

1. Fiat 132 1800 (1.8 L) – O Equilíbrio Desportivo

Introduzido na primeira série, este bloco oferecia uma excelente relação peso-potência, tornando a berlina bastante ágil para a época.

Arquitetura do Motor: 4 cilindros em linha, montado de forma longitudinal.

Distribuição: Duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC), 8 válvulas.

Cilindrada Exata: 1.756 cm³.

Alimentação: Carburador de corpo duplo Weber (ou Solex correspondente).

Potência Máxima: 105 cv (77 kW) às 6.000 rpm.

Binário / Torque Máximo: 141 Nm (14,4 mkg) às 4.200 rpm.

Transmissão: Caixa manual de 5 velocidades com tração traseira.

Velocidade Máxima: Cerca de 170 km/h.

Travagem: Travões de disco nas 4 rodas (diâmetro de 227 mm), um grande trunfo tecnológico na década de 1970.

 

2. Fiat 132 2000 i.e. (2.0 L) – O Topo de Gama (A partir de 1979)

A evolução máxima do modelo substituiu os carburadores pela injeção eletrónica de combustível, transformando o 132 numa verdadeira berlina executiva de alta velocidade.

Arquitetura do Motor: 4 cilindros em linha, DOHC.

Cilindrada Exata: 1.995 cm³.

Alimentação: Injeção eletrónica multiponto Bosch L-Jetronic (substituindo os antigos carburadores).

Potência Máxima: 122 cv (90 kW) às 5.300 rpm.

Binário / Torque Máximo: 171 Nm (17,4 mkg) às 4.000 rpm.

Aceleração (0 a 100 km/h): Aproximadamente 10,5 segundos.

Velocidade Máxima: 178 km/h.

Diferenciais Técnicos: Esta versão já vinha equipada de série com direção assistida eletrónica/hidráulica, jantes de liga leve exclusivas e acabamentos interiores de alta qualidade.

O comportamento dinâmico e o rendimento mecânico de ambas as opções podem ser detalhados no comparativo técnico que sintetiza estes dois extremos da gama a gasolina.

Atributo Técnico

Fiat 132 1800 (Carburador)

Fiat 132 2000 i.e. (Injeção)

Cilindrada

1.756 cm³

1.995 cm³

Alimentação

Carburador de corpo duplo

Injeção Bosch L-Jetronic

Potência

105 cv @ 6.000 rpm

122 cv @ 5.300 rpm

Binário Máximo

141 Nm @ 4.200 rpm

171 Nm @ 4.000 rpm

Velocidade Máxima

~170 km/h

178 km/h

Sistema de Travagem

Discos à frente e atrás

Discos à frente e atrás (servofreio)

 

 

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